sábado, 6 de junho de 2009

Alfred Hitchcock

Loiras Frias: "Verdadeiras damas, que se tornam prostitutas entre quatro paredes"

Nascido no leste londrino e educado por jesuítas, Hitchcock entrou na indústria do cinema em 1920 como desenhista de legendas de filmes mudos, mas logo se tornou diretor de arte, roteirista e diretor assistente. Fez nove filmes mudos, entre eles “o pensionista” (1926), o primeiro com a sua marca: a breve aparição na frente da câmera.

Após a chegada do som, o britânico soube dominar a nova tecnologia, e em 1940 foi convidado por David Selznick à Hollywood para dirigir a adaptação da obra de du Maurier: Rebbeca, a mulher inesquecível. Na minha opinião, este filme está no TOP 3 de Hitch. A trama conta a história de uma jovem assistente de socialite que se apaixona por um homem extremamente rico. A jovem se casa com o milionário e vai morar em sua mansão. No entanto, o espectro da falecida primeira esposa do homem, Rebbeca, atormenta a vida da mulher a ponto de segredos de seu marido serem revelados ao longo do filme. A película foi consagrada com a estatueta da academia e Hitchcock se transformou em um dos diretores mais promissores de Hollywood.

Numa época em que os estúdios controlavam os atores e diretores, Hitchcock foi o pioneiro na independência de contrato. Dessa forma, ele escolhia os filmes que iria dirigir e para quem iria trabalhar. Em 1954, Hitchcock dirigiu Janela Indiscreta, onde um fotógrafo (James Stewart), observa seus vizinhos do prédio da frente com um binóculo. Seu par romântico no filme é a “imaculada” princesa Grace Kelly. O mais interessante desse filme, a meu ver, foi o set. Hitchcock destruiu o subsolo de um estúdio para construir o prédio da frente do fotógrafo, desse modo, ele conseguiria um ângulo tal que daria para filmar o prédio por inteiro.

Um corpo que cai, é um dos filmes mais questionados de Hitch. Alguns julgam o final um tanto quanto idiota, mas eu o considero uma obra prima. A Vertigem é abordada de um modo tão real, com cenas de alturas e de homens caindo em ângulos nunca antes visto. James Stewart é novamente o seu protagonista e a loira da vez é a irresistível Kim Novak.

Em 1960, Hitchcock atingiria o seu ápice. Psicose é um dos filmes mais lembrados de todos os tempos. Talvez não pelo o nome, mas por uma cena em particular: A morte da protagonista na metade do filme. O som estridente, a cortina rasgada e Vera Miles nua no chuveiro fizeram da cena uma perfeição em técnica, ângulo e atuação. A loira fria, que dessa vez decidiu roubar dinheiro do banco em que trabalha, não tem o tempo de se redimir e acaba sendo morta por um psicopata com um provável complexo de Édipo.

Finalizando os meus filmes preferidos do tio Hitch, quando penso em Os Pássaros eu me lembro da fotografia. As imagens são estonteantes. Uma advogada (Jéssica Tandy) se sente atraída por um cara que conhecera na loja de pássaros. Ela viaja algumas milhas para fazer uma surpresa em sua casa. Budega Bay, um vilarejo de pescadores, nunca seria mais o mesmo, com os estranhos ataques de pássaros desde a chegada da loira tarada. Nesse filme, vemos novamente uma relação estranha entre o personagem principal e sua mãe.

Sou um diretor tipificado. Se fizesse Cinderela, o público logo procuraria um corpo na carruagem.” Eu provavelmente acrescentaria uma coisa a essa frase: Procuraria também o ator sentindo um cheiro desagradável, pois um fato curioso perturba a minha cabeça e a de um amigo meu, sempre que assistimos a um filme do britânico: suas protagonistas nunca tomam banho. Às vezes passam dias com a mesma roupa, e a única que vemos tomar banho é assassinada. Hitchcock é simplesmente uma aberração psicológica: não só tendo complexo de Édipo, também é sadomasoquista, mais tarado por loiras que a xuxa e ainda tem fetiche por mulher suja. HAHA, é claro que eu estou brincando com a imagem desse magnífico diretor, que com certeza é um dos maiores do século passado e um dos que mais influencia os diretores de nossa época.

domingo, 31 de maio de 2009

A Razão do meu Afeto (The object of my affection) – 1998

Head up Young person!

Eu criei esse blog a priori para escrever sobre todos os filmes que eu via. No entanto, acabei me direcionando aos meus clássicos filmes preferidos. Bom, eu irei continuar falando dos meus filmes preferidos, mas começarei a falar de filmes mais atuais também. O restinho do que há de bom em Hollywood hoje, porque afinal, esse blog também tem o intuito de homenagear essa tão discutida indústria cinematográfica.

Filme pouco conhecido, mas de grande roteiro e fabulosas atuações, A Razão do meu Afeto pode ser considerado uma comédia romântica com um pouco de drama. Pode ser escrito em sua sinopse que discute a amizade, que fala sobre um homossexual que vai morar com uma mulher, que aborda a questão das escolhas ou que simplesmente trata do amor. A produção do filme em si não é lá grandes coisas, fiquei abismado quando soube que gastaram 15 milhões para fazê-lo, mas a história com certeza ficará matutando a sua cabeça e te fará refletir sobre certos assuntos.

Nina (Jennifer Aniston) é uma assistente social que mora no Brooklin, George (Paul Rudd) é um professor de primário que mora com seu extraordinário namorado em Manhattan. Após Joely terminar o namoro com George, este vai morar com Nina, com quem acaba se dando muito bem. Os dois se inscrevem em aulas de danças, conversam sempre e confiam muito um no outro. As cenas das danças são uma clara homenagem a Cantando na Chuva, a música principal do filme é “You were meant for me”, particularmente é a mais bonita do clássico de 52.

Quando Nina descobre que está grávida de seu namorado, Vince, ela pede a George que fique e crie a criança com ela. A principio, George não gosta muito da idéia, mas após ver uma criança jogando bola com o pai numa tarde, ele decide que seria uma boa idéia criar um filho com sua melhor amiga (é um tanto quanto clichê essa parte, mas se pensar bem, até hoje, para um homossexual ter um filho é tanto quanto complicado).

Uma das melhores cenas e, um tanto quanto um choque para mim, é quando Nina e George acabam se beijando e quase transando, se não fosse pelo ex do George ter ligado. A gente consegue sentir que são apenas duas pessoas que se gostam muito e querem fazer a outra feliz. No entanto, a condição de George, provavelmente, o impossibilitaria de continuar com Nina daquela maneira.

Nina acaba se apaixonando por George, e este acaba se apaixonando por Paul, um estudante de teatro que mora com um critico extremamente culto chamado Rodney. Este por sua vez, é apaixonado por Paul. Essa trama é um pouco mais simplória do que aparenta. No entanto, é o que dá nome ao filme por uma frase extremamente verdadeira dita por Rodney a Nina: “Acho que não devemos ser tão severos com nós mesmos se a razão do nosso afeto retribui o carinho com um pouco menos de entusiasmo do que gostaríamos”. É claro que George não fica com Nina, e é esse o ponto chave do filme, que nos faz refletir tanto. Eu não vou ficar me atendo aqui a nenhuma ideologia contra preconceitos ou qualquer coisa assim. Mas é importante observar a condição de alguém destinada por quem você quiser, por Deus, pelo carma ou sei lá, que é tratada com extrema sensibilidade pelo filme.

Concluindo, roteiro impecável, atuações no mesmo nível e reflexões para a vida são o que tornam esse filme um dos poucos novos que me marcaram.

sábado, 30 de maio de 2009

Dr. Jivago (Dr. Zhivago) - 1965


A Revolução Russa nunca fora tratada com tanta sensibilidade!

O diretor David Lean sempre será associado a grandes produções. E grandes produções boas, não grandes produções iguais as de hoje em que gastam milhões com efeitos especiais e esquecem de pagar o roteirista. A Ponte do Rio Kwai, Lawrence da Arábia e Oliver Twist fazem parte do grande curriculo of this brilliant british!

Em 1965, no entanto, Lean alcança o ápice de sua criatividade cinematografica. Uma história de amor em meio a Revolução Russa baseado no romance de Boris Pasternark mistura a sensibilidade do jovem poeta medico Yury Jivago e as conturbações que envolveram antes, durante e depois a Revulação de Outubro.

O filme começa com a suposta filha de Yury, que é procurada pelo irmão do médico, ouvindo a história de seu pai.

órfão ainda quando criança, Yury (Omar Sharif) é levado à Moscou para morar com seus tios. As oportunidades que seus parentes lhe dispõe transformam yury em um médico com grandes possibilidades de sucesso: o casamento meio que arranjado com sua prima Tonya (Geraldine Chaplin) e seu sucesso como jovem poeta nos jornais da Europa tornam a vida do médico quase que perfeita. A história de Yury, no entanto, é traçada com a de Laura (Julie Christie), estudante de medicina, filha de uma costureira pobre, atormentada pelo namorado da mãe e apaixonada por um revolucionário.

O filme é também uma aula de história. Mostra com perfeição de detalhes o "Domingo Sangrento", como ficou conhecido a marcha do povo russo contra o czar que acabou em um massacre sobre a neve. A desistencia do exército russo de lutar na IWW e as condições de moradia em Moscou. Yury e Laura se apaixonam quando os dois trabalham cuidando dos feridos da guerra. Yury, no entanto, engravidara Tonya e tem que voltar para sua casa, que agora divide com mais 20 familias. Quando resolvem mudar para uma casa no campo, Yury reencontra Laura e acaba tendo uma relação extraconjugal durante mais de um ano.
A fotografia do filme tornam-o muito mais prazeroso de ver. O branco da neve mistura-se com o vermelho do sangue nas ruas de Moscou e na metade do filme as flores amarelas em meio ao campo verde tomam conta da tela e nos dão cenas realmente para toda a vida.

Dr. Jivago não é somente recomendável ao cinéfilos, é obrigatório. Acredito que nenhum filme sobre a Revoulução Russa tocará tanto quanto essa novela reproduzida com Perfeição por David Lean nos tocou.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire) – 1951

“…Plus all the petty laughs, In Tennesse Williams’ plays…”

O trechinho da música “Love is a Bore”, da fabulosa Barbra Streisand, resume um pouco uma das diversas características marcantes do trabalho de um dos maiores dramaturgos da história do cinema: Tenesse Williams. Sim, dramaturgo do cinema, pois Williams ajudou diversas vezes na adaptação de peças suas para o cinema. De repente, no último verão, Gata em Teto de Zinco Quente e Boneca de carne são alguns dos memoráveis filmes que levam sua assinatura.

No entanto, “Uma Rua Chamada Pecado” é considerada a obra mais marcante de Williams e o mais marcante filme de Elia Kazan. Blanche DuBois (Vivien Leigh), uma mulher neurótica e problemática vai visitar sua irmã, Stela (Kim Hunter), em Nova Orleans. Fugida de sua cidade natal após tentar seduzir um menino de 17 anos, Blanche afetará o cotidiano de sua irmã e de seu cunhado, Stanley Kowalski (Marlon Brando), a ponto de separá-los. As brigas do casal são extremamente fortes, e a atuação de Leigh é uma das mais marcantes da história do cinema. Talvez Kazan desperte isso nos atores, o diretor nascido em “Istambul not Constantinopla” (hehe) dirigiu Sindicato de Ladrões, Vidas Amargas e A Luz é para Todos, todos com atuações fantásticas.

Os cenários “naturalistas”, por assim dizer, tornam o filme realista e quente. Toda vez que eu assisto à Uma Rua eu fico com calor. Talvez seja porque o Brando está sempre suado e acaba tirando a camisa por diversas vezes. Por esse motivo, algumas cenas do filme foram censuradas na época, hoje, podemos conferi-las na versão do diretor em dvd. O título original “A Streetcar Named Desire” é uma referência ao bonde que Blanche pega para chegar à casa de sua irmã. No entanto, o título em português foi mudado para “Uma Rua Chamada Pecado” por causa da censura. Essa era uma forma bastante comum na época, como no filme “Peyton Place” que em português foi mudado para “A Caldeira do Diabo”.

O trabalho memorável desses dois artistas ficarão eternizados nas telas e nos livros. Tennesse sempre será lembrado por suas peças com personagens complexos, cenas com “risos insignificantes” e um incômodo reflexivo no final de cada leitura. Elia já está em qualquer lista de melhores diretores da história, planos perfeitos, cenas intrigantes e direção de atores fantásticos como ele. “Uma Rua Chamada Pecado” é o espelho da obra feita com perfeição por esses dois artistas.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A Primeira Noite de um Homem (The Graduate) 1967


“Mrs. Robinson, you’re trying to seduce me...”

Uma das frases mais famosos do cinema norte americano vem de um dos filmes mais bem montados do cinema norte americano. “The Graduate” é o tipo de filme que eu penso que se uma pequena coisa tivesse sido mudada ele não teria a mesma sensação. Se tivesse ido para Robert Redford o papel de Benjamin Braddock, se o roteiro não tivesse sido escrito por Willingham e Buck Henry, se não tivesse sido dirigido por Mike Nichol e se a trilha sonora não tivesse sido feita por Simon and Garfunkel. Meu Deus, se a trilha sonora não tivesse sido feita por Simon e Garfunkel, concerteza o filme não seria o mesmo.

Passar a insegurança de um recém formado que não sabe absolutamente nada do que fará em sua vida após voltar para sua casa em Pasadena é um trabalho feito com perfeição por Dustin Hoffman. O começo do filme, com closers de Hoffman, nos fazem sentir em sua situação: encurralado naquela sociedade fria, que apenas julga. A partir do momento que Anne Bancroft, a Senhora Robinson, entra em cena, conseguimos sentir como o personagem de Hoffman se transforma. A insegurança se mistura com a curiosidade do jovem Braddock pela mulher mais velha, casada e amiga de seus pais. Os planos de filmagem se tornam mais amplos.

Cenas memoráveis com filmagens estonteantes são extremamente comicas, o que tornam o filme cada vez mais interessante e gostoso de assistir. No entanto, Desaconselho os claustrofobicos a assistirem a cena em que a camera está no escafandro, ela deixa qualquer um desconfortável. A sequencia de cenas em que Benjamin já está acostumado com a vida mole que leva: ficar na piscina, traçar a Mrs. Robinson e beber cerveja é uma obra de arte.

A virada que a obra dá, quando Braddock se vê apaixonado pela filha da Senhora Robinson é a “cereja” do filme. Enfim, quando penso em “A Primeira noite de um Homem” penso em um projeto. Peças que estavam dispostas em Hollywood e foi Mike Nichols que as juntou. As juntou com precisão e as tornou em uma obra de arte. Claro que muitos iriam dizer que eu estou exagerando, mas se pensarmos em Hollywood de hoje, quantos filmes vemos nesses moldes? Com essa precisão de detalhes? Com esse roteiro? E principalmente: com essa música?


sábado, 11 de abril de 2009

Parênteses - Greta Garbo -

Greta Garbo nasceu em 18 de setembro de 1905 em Estocolmo na Suécia. Garbo estudou arte dramática na Kungliga Dramatiska Teatern quando foi descoberta pelo diretor finlandes Mauritz Stille, que a partir de então passou a ser sua figura paterna. Eles fizeram apenas um filme juntos, mas continuaram na trajetória da promissora atriz até hollywood.

Stiller levou Garbo à Alemanha onde trabalhou com o expressionista alemão Georg Wilhelm Pabst. A atuação de Garbo chamou a atenção do magnata dono dos estúdios MGM, Louis B. Mayer.

Greta e Stiller estavam quase desistindo da carreira pela demora em conseguir levar a atriz sueca ao estrelato. Um dos motivos era a aparencia de Garbo, que fugia dos padrões estilo Lilian Gish da época. Outro motivo era a dificuldade de comunicação, Garbo ainda estava aprendendo o inglês quando chegou aos Estados Unidos. No entanto, um ensaio fotográfico em Nova York com o fotografo Arnold Genthe mudou o jogo para a atriz. Garbo acabou assinando um contrato com a MGM de 400 dólares semanais.

A partir daí, Garbo virou um ícone do cinema mudo trabalhando diversas vezes com o ator John Gilbert com o qual teve uma relação amorosa. Um dos filmes de destaque da dupla foi “A carne e o Diabo” (1927) no qual interpreta uma mulher que apaixonada por um homem que pensou não ver mais acaba se casando com o melhor amigo dele.

Um dos motivos para Garbo se destacar no cinema mudo era a sutileza de sua atuação, ela sabia que nas telas sua expressão poderia ficar um tanto quanto forçada, portanto, fazia o máximo para interpretar com a maior delicadeza e com um olhar penetrante que ficou marcado em todos os seus filmes.

Era fato que Garbo sabia atuar. Seu olhar, seus movimentos, todas as suas expressões a faziam uma das melhores atrizes da época, além de uma das mais bem pagas. No entanro, em 1929, com o lançamento de “O Cantor de Jazz” pela Warner Bros e a introdução do áudio nos cinemas fizeram com que muitos atores e atrizes perdessem o glamour que esbanjavam na tela.

Em 1930, Garbo atuaria em “Anna Christie” e o que todos se perguntavam era “como é sua voz?”. Em uma cena memorável, Garbo diz sua primeira fala, e para a surpresa de todos, sua voz era tão impactante quanto sua imagem. A atriz atuou com o seu antigo romance das telas e fora delas John Gilbert, mas sua voz estragou sua carreira, assim como a de tantos outros atores do cinema mudo.

Um dos meus filmes preferidos de Greta, "Grande Hotel" (1932) estreou com o anuncio de “Mais estrelas do que o céu”, na época todos os artistas eram contratados pelo estudio, e a MGM fazia questão de divulgar suas estrelas como uma família. Arbo fazia parte dessa família, e em Grande Hotel atuou simplismente com Joan Crowford, John Barrymore, Lionel Barrymore e Wallace Beery. Em uma das frases mais marcantes do cinema “I want to be Alone”, Garbo passa também uma mensagem para os paparazzis e todos os tablóides que a importunavam, era o começo de sua irritação pela carreira.

Em 1935 atua em "Anna Karenina", baseado no romance de Leon Tolstói. A história se passa na rússia, onde uma nobre belissima se apaixona por um oficial ao visitar sua cunhada em Moscou. Ela tenta o divócia mas não ocnsegue, então foge com o amante para a Itália, no entanto, o romance esfria e acaba com um trágico final.

Garbo faz sátira com sua imagem fria e esteriotipada em 1939 com “Ninotchka”. Neste filme ela interpreta uma agente do governo sovético que vai à França em uma missão. No entanto, acaba se apaixonando por um rapaz estrovertido e pela cidade das luzes. O filme foi divulgado com o slogan “Garbo ri!”, quebrando a imagem séria da atriz.

Abalada pelas criticas de seus ultimos filmes e atordoada pela Segunda Guerra Mundial, Garbo decide finalizar sua carreira como atriz. Compra um apartamento em Nova York e chega a mudar de nome.

Garbo foi uma das atrizes mais influentes do mundo. Inspirou diversas estrelas, tais como Mae West, Bette Davis e Joan Crawford. Seu legado de ótimos filmes, com atuações magnificas ficarão para sempre na história do cinema!


quinta-feira, 2 de abril de 2009

O Sol é para Todos (To Kill a Muckingbird) 1962


Baseado na obra de Harper Lee, a história se passa em 1932 quando Jean Louise Finch (Mary Badham) se lembra de seus seis anos. Nessa época, seu pai, um advogado de uma pequena cidade no sul dos Estados Unidos decide defender Tom Robinson (Brock Peters), um jovem negro acusado injustamente de estuprar uma mulher branca.
O começo do filme pode ser considerado ingenuo. Por muitos, fraco. Retrata pequenos acontecimentos dos dois filhos do avogado: O medo de um vizinho que dizem ser louco, a amizade com um menino que ia passar o verão na casa da tia e algumas questões sociais, como a ingenuidade da menina em entender o constrangimento das pessoas mais pobres sobre o fato de seu pai ajudá-los.
No entanto, ao longo do filme, a ingenuidade vai se tornando um personagem. Assistimos apenas a pequenas situações do pai tratando do caso do jovem acusado, tudo pelo olhar das crianças. A sensibilidade em tratar um tema tão forte para a época é para mim o ponto forte do filme. Desde o cenario da cidade pacata até o julgamento onde as crianças vão escondidas assistir.

Devemos aplaudir a atuação (que rendeu o oscar) sempre impecavel de Gregory Peck. No entanto, a atuação de Brock Peters não pode ser nem comparada: uma das melhores em anos, que infelizmente a academia deixou de lado. É incrivel como depois de terem visto um filme tão forte sobre o proprio tema do preconteito racial eles ainda não terem feito juz ao ator.

Uma cena em particular que me deixou bastante emocionado é a do final da sentença do jovem: após a sentença do juri decidir que o jovem era culopado, todos os brancos que estavam na parte de baixo da corte saem de cena, os negro, no entanto, que estavam na parte de cima da corte junto com os filhos do advogado, continuam lá, enquanto o advogado arruma sua pasta. Quando ele passa, todos se levantatam. Um pastor negro diz a filha do advogado: " Levante senhorita Jean Louise, seu pai está passando".


Nota: 10,0